Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

Suicídio é a principal causa de morte na PSP

 

 

 

 

 

 

Estudo divulgado hoje indica que o suicídio é a principal causa de morte não natural na PSP entre 2006 e 2009. Problema pode estar relacionado com a "falta de acompanhamento psicoafectivo".

 

O suicídio é a principal causa de morte não natural entre os agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), revela um estudo hoje divulgado em Peniche durante um seminário dos Serviços Sociais desta força de segurança. 

"A principal causa de morte na Polícia entre 2006 e 2009 são os suicídios, que têm aumentado infelizmente, ocorrendo principalmente quando os agentes se encontram no ativo", revelou a subcomissária Sílvia Caçador. 

Falta de acompanhamento psicoafectivo

Segundo a autora do estudo, o problema pode estar relacionado "com uma falta de acompanhamento psicoafectivo e com as dificuldades em lidar com os problemas diários da profissão". 

Os suicídios ocorrem durante a vida ativa dos polícias, enquanto os acidentes de transporte, apontados como outra das principais causas de morte não naturais, acontecem já durante a aposentação. 

As doenças do aparelho respiratório, provocados pela poluição atmosférica a que os polícias estão sujeitos quando fazem patrulhamento das ruas e pelo consumo de tabaco enquanto forma de escape para os problemas da profissão, são uma das principais causas de morte natural, seguindo-se as doenças do aparelho circulatório, tumores e perturbações mentais. 

O estudo revela ainda que as maiores taxas de mortalidade ocorrem entre os 20 e os 24 anos de idade, devido "à inexperiência dos polícias em lidar com os problemas diários da profissão", ou entre os 50 e os 54 anos. 

"A partir dos 50-55 anos verificamos que há um acumular de anos de cansaço e de dedicação a uma profissão difícil, havendo mais óbitos neste grupo de idades", já em situação de aposentação, justificou. 

Mais de duas centenas de polícias morre por ano

 

Nos últimos dez anos, morreram em média por ano mais de duas centenas de polícias, situando-se a esperança média de vida entre eles nos 69 anos.

"Cada vez há mais mortes na aposentação, o que se deve ao aumento da esperança média de vida, à atenuação dos riscos profissionais com a melhoria das condições de trabalho e o acesso à saúde", explicou a subcomissária.

Segundo a autora do estudo, são necessárias medidas sociais para proteger os polícias na aposentação, estando em fase de adaptação a colónia balnear de Vieira de Leiria como lar residencial. 

Outras medidas necessárias passam por um maior acompanhamento psicológico e às situações de doença na aposentação e pelo reforço das medidas profiláticas e da rede de saúde. 

As conclusões do estudo foram reveladas durante um seminário sobre "Ação social complementar nas forças de segurança", promovido pelos Serviços Sociais da PSP na respetiva colónia do Baleal, concelho de Peniche. 

 

Fonte:

publicado por @k às 23:35
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1 comentário:
De Anónimo a 13 de Outubro de 2010 às 08:45
Artigo fantastico que nos ajuda a perceber algumas \"baixas\" na Instituição.

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Muita atenção......

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Publicado por Sonakar.Com em Domingo, 1 de Novembro de 2015

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