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Da alma e de quanto tiver
Quero que me despojeis,
contanto que me deixeis
Os olhos para vos ver.

Acha a tenra mocidade
Prazeres acomodados,
E logo a maior idade
Já sente por pouquidade
Aqueles gostos passados.
Um gosto que hoje se alcança,
Amanhã já não o vejo;
Assim nos traz a mudança
De esperança em esperança
E de desejo em desejo.
Mas em vida tão escassa
Que esperança será forte?
Fraqueza da humana sorte,
Que quanto da vida passa
Está receitando a morte!
....

 

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já foi coberto de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

 

Luís Vaz de Camões

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publicado às 17:39

 
MAI controla 'google' da informação criminal
O Governo criou um 'google' da informação criminal, que permite, por via informática, a um polícia saber o 'cadastro' que todas as forças de segurança têm sobre um suspeito. Informação em segredo de justiça também vai estar no sistema e o facto do acesso à rede ser gerido pelo MAI está a levantar acesa polémica.
 
Foi ontem aprovada, na generalidade, apenas com os votos favoráveis do PS, a proposta de lei do Governo para a criação de um autêntico "google" da informação criminal. A "plataforma para o intercâmbio" vai permitir ligar as bases de dados policiais das principais forças de segurança - PJ, PSP, GNR e SEF - e que cada uma tenha acesso, à velocidade de um motor de busca da Net, à informação que as outras têm sobre um suspeito que estejam a investigar.
A importância desta partilha de dados, que constitui o Sistema Integrado de Informação Criminal (SIIC), é indiscutível para o combate à criminalidade, mas o facto de a rede informática por onde vai passar toda esta informação (a Rede Nacional de Segurança Interna), que inclui dados em segredo de justiça, ser gerida no Ministério da Administração Interna (MAI) alarmou os deputados da oposição e a Polícia Judiciária.
"O MAI está a ocupar o espaço da investigação criminal e da Justiça", alerta Carlos Anjos, da Associação Sindical de Investigação Criminal da PJ. Este investigador entende que "a gestão do SIIC a partir do MAI é uma clara tentativa de subjugar o Ministério Público, que fica a depender do MAI para ter acesso à informação". Fernando Negrão, do PSD, e ex-director da PJ, sublinha que "o Governo nem sequer apresentou os pareceres, que propunha no seu diploma, dos Conselhos Superiores de Magistratura e do Ministério Público".
Carlos Anjos duvida da "legalidade" da localização em instalações do MAI deste sistema. "Em tese", explica, "passa a ser possível um utilizador saber quem são as pessoas referenciadas em determinadas investigações. Mesmo ficando registado quem acedeu abusivamente, quando isso for descoberto já a investigação pode estar comprometida".
Apesar de estarem previstos na lei mecanismos de controlo dos acesso à rede (ver P&R ao lado), a segurança do sistema e a fiscalização dos acessos é matéria de grande preocupação.
O Governo propõe que esta fiscalização seja feita pela Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPC), mas os deputados duvidam da sua capacidade. "A Comissão tem três inspectores para fiscalizar todas as bases de dados do país e se eu quisesse que um sistema deste tipo não fosse fiscalizado era mesmo a CNPD que eu escolhia, pela falta de meios", destaca Nuno Magalhães do CDS-PP.
O CDS propõe que a inspecção à utilização do SIIC seja feito por uma comissão com representantes parlamentares e que apresente à Assembleia um relatório anual. O PCP pede que seja uma "autoridade judiciária" a fazê-lo. Paulo Pereira de Almeida, professor de Segurança Interna do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, considera que "uma fiscalização eficaz é absolutamente fundamental no actual quadro de partilha de informações" e que "seria uma boa oportunidade para, tal como acontece noutros países, criar uma agência independente, com competências técnicas e operacionais, para auditar esta bases de dados".
Fonte:   

 

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publicado às 18:40

Fora d'Horas

por @k, em 13.04.09


 

Acordo

PSP conquista pagamento de horas extraordinárias 

O Ministério da Administração Interna recebeu do ministro das Finanças o acordo para que os profissionais da PSP começassem a receber pelas horas extraordinárias o mesmo que se paga na função pública. Este pagamento é uma reivindicação histórica dos sindicatos - uma das que motivaram célebres 'secos e molhados' - e esperam que seja cumprida de imediato

O ministro das Finanças e da Administração Pública, Teixeira dos Santos, concordou com o pagamento de horas extraordinárias aos profissionais da PSP. A decisão, é uma vitória histórica para o sindicalismo desta força de segurança. A "boa nova" foi enviada esta semana pelo secretário de Estado da Administração Interna, Rui Sá Gomes, ao presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Policia (ASPP-PSP), com quem estava a negociar o caderno reivindicativo das remunerações.

O dirigente sindical, Paulo Rodrigues, vai hoje entregar ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, um pedido para que "dê orientações ao Director Nacional da PSP para que comece a cumprir este pagamento de imediato". O DN tentou obter um comentário do Gabinete do Ministro mas, segundo o seu porta-voz, o assunto está com Sá Gomes "com o qual não foi possível contactar".

Por seu turno, o director nacional da PSP, Oliveira Pereira, prefere não se pronunciar "sem conhecer com exactidão o conteúdo do parecer do Ministério das Finanças. Trata-se de uma questão complexa, que traz muitas implicaçoes quer financeiras, quer operacionais" .

O presidente da ASPP não esconde que ficou "incrédulo" quando leu o ofício que Sá Gomes lhe remeteu. "Estive quatro dias a analisá-lo com o departamento jurídico do sindicato", confessa. Mas o parecer, sobre o qual Teixeira dos Santos tinha gravado o seu "concordo" não deixa dúvidas. O efectivo da PSP está sujeito ao decreto-lei 259/98, o "regime jurídico da duração de trabalho na Administração Pública", o qual consagra o pagamento das horas de trabalho além do horário normal. O valor de cada hora extra pode ser aumentado em 25, 50 ou 100% sobre o montante base, tendo em conta se é diurna, nocturna, respeitante a feriados ou fins-de-semana.

De acordo com Paulo Rodrigues, "cada profissional da PSP faz por mês, em média 24 horas a mais, para além do seu horário". Uma estimativa feita a partir de um salário médio de mil euros (um agente principal com 12 anos de carreira), somaria cerca de 4 milhões de euros por mês (ou 48 por ano) à despesa da PSP - cerca de 8% do actual orçamento.

Neste momento a PSP tem outros suplementos salariais mas é, a par da GNR, a única força policial, cujos profissionais não rececebem pelas horas extraordinárias. "É uma questão de justiça que há muitos anos pedíamos", diz Paulo Rodrigues.

O ex-comandante-geral da PSP, Gonçalves Amaro, concorda que "é feita justiça" mas também manifesta alguma "apreensão": "a ser executada, a medida tem implicações financeiras significativas e alterações profundas na gestão do pessoal. Tal como já acontece na maior parte dos países da Europa ocidental, os comandantes vão ter que ser criteriosos na escolha dos homens para as operações. Não podem dispôr deles sem fazer contas".

O superintendente chefe Amaro, o último militarde carreira a dirigir a PSP, até 2002, garante que "se fosse ainda comandante" receberia esta notícia "como um aliciante factor de motivação" dos seus homens, ao mesmo tempo que se preocuparia "com todas as vertentes da sua aplicação.

 

 

 

Fonte:

Gif: O Mundo dos gifs

 


 

Por Vezes Acontece....
Diz-nos a experiência que,  “quando a esmola é grande, o pobre desconfia”.
No entanto e com as devidas cautelas aplaude-se a medida, apesar desta surgir com alguns anos de atraso.
Pergunta natural....
O pagamento de horas extraordinárias,  é transversal aos profissionais de todas as forças de segurança, ou para já, é um exclusivo da PSP ?
 

Fica a expectativa....

 

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publicado às 22:54

 

 

 

 

Comandante sniper do BES fala pela primeira vez
 
 
Homem que deu ordem durante assalto com reféns deu entrevista à TVI.
 
Os atiradores do Grupo de Operações Especiais da PSP são uma força de elite treinada para nunca falhar o alvo. Uma equipa da TVI acompanhou um exercício da Unidade Especial de Polícia e entrevistou um dos snipers que esteve no assalto ao BES. Na altura, e pela primeira vez em Portugal, um criminoso foi morto por um atirador especial da polícia.
 
No dia 7 de Agosto de 2008,pela primeira vez em Portugal, um sniper eliminou um criminoso na sequência de uma operação táctico-policial. Em sete meses nenhum operacional ligado a esta ocorrência falou à comunicação social, até agora.
 
A decisão foi inédita, polémica mas, segundo o líder dos atiradores, que não se identifica, em nada alterou o comportamento do homem que premiu o gatilho.
 
«Eu acho que o atirador ficava com maior peso na consciência se por acaso algum dos reféns tivesse sido abatido por um dos criminosos», afirma o comandante dos atiradores especiais da PSP, acrescentando que «o atirador não teve acompanhamento psicológico» depois de ter disparado a matar no assalto ao BES.
 
Não é fácil fazer parte desta elite das forças de segurança. Um sniper da Unidade Especial de Polícia é um homem equilibrado, calmo, ponderado que respeite a lei e as ordens do seu comandante. «A ordem é perfeitamente legítima e o atirador não tem outro remédio senão disparar», acrescenta o comandante.
 
Estes homens são treinados para nunca falharem o alvo, mesmo que o alvo esteja a poucos metros de outra pessoa. Em termos operacionais, os snipers trabalham em binómios. Para o mesmo alvo há sempre dois homens armados e outros dois a dar informações que ajudam o atirador quando faz o disparo.
 
Veja aqui a entrevista dada em exclusivo à TVI
 
 
 

Dia do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP

Comemorou-se hoje (11Mar2009) na cidade de Loures, o 142º aniversário do Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS) da Polícia de Segurança Pública (PSP), sob o lema “A Polícia ao Serviço do Cidadão” – Programa Integrado de Policiamentos de Proximidade.


A cerimónia, presidida pelo Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e à qual assistiram os Secretários de Estado Rui Sá Gomes e José Miguel Medeiros, a Governadora Civil de Lisboa, Dalila Araújo, o Presidente da Câmara Municipal de Loures, Carlos Teixeira e o Director-nacional da PSP, entre numerosos convidados, iniciou-se com uma Sessão Solene onde foi exibida uma apresentação acerca do dispositivo, meios e acções da PSP no distrito de Lisboa.


Na sua intervenção Rui Pereira destacou a dedicação e o profissionalismo dos homens e mulheres que servem no distrito sublinhando o esforço desenvolvido pelo Governo e, em particular, pelo Ministério da Administração Interna no sentido de dotar a força com os meios materiais e humanos indispensáveis à prossecução do cumprimento da missão da PSP como garante da ordem e paz públicas, na defesa da liberdade e segurança dos cidadãos.


No Parque da Cidade de Loures, onde decorreram as comemorações, os convidados e a população em geral visitaram a Exposição Estática de Meios Policiais bem como a exposição fotográfica “A Polícia ao Serviço do Cidadão”.

 

Fonte: MAI

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publicado às 23:15

    

 

 

 

 
Presidente da Câmara de Lisboa fala em falta de visão de conjunto
O presidente da Câmara de Lisboa exigiu ontem ao Governo explicações sobre a estratégia de policiamento de proximidade e a gestão da rede de esquadras, acusando o Ministério da Administração Interna de determinar o encerramento destas estruturas “consoante estão a cair ou não”, e não “em função dos problemas de segurança da cidade”.
Fonte:

 

 

Por Vezes Acontece....

 

O Presidente da Câmara de Lisboa, até tem razão quando diz que a situação despoletada é "um caso de polícia"....

Mas só passou a ser um caso de polícia, porque o poder político se alheou do problema.

A CM Lisboa deveria de ter assumido como lhe competia, e em tempo útil, quando a Cooperativa que deu origem àquele Bairro declarou falência), a  responsabilidade e a condução de todo o processo urbanístico, .

É que, enquanto não houver uma solução séria para aquela zona da cidade,  este triste episódio irá por certo repetir-se, não se prevendo as consequências nem as proporções ou repercussões do mesmo.

Relembra-se que as feridas ainda estão por sarar entre estas duas comunidades na Quinta da Fonte, pelo conflito surgido no final da primavera de 2008.

As declarações públicas dos dois Presidentes (CM Lisboa e Junta de Freguesia do Alto do Pina) já se tornam repetitivas na classe política, porque o estilo é sempre o mais do mesmo.... "sacode-se a água do capote e a culpa uma vez mais, morre solteira".

O povo anseia que os políticos arranjem soluções para os problemas, e não que os enjeitem,  ou pior ainda, que sejam a causa deles.

 

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publicado às 23:35

PSP - Projecto de Decreto-Lei

por @k, em 07.03.09
 

Discussão Pública
 
Polícias. Novo estatuto estrangula acesso na carreira, dizem sindicatos

Equacionam pedido de inconstitucionalidade de novo diploma

Subcomissários da PSP vão ficar impedidos de progredir na carreira se o novo estatuto desta força policial vier a ser aprovado e alguns dos afectados ameaçam pedir a inconstitucionalidade do diploma aquando da sua publicação em Diário da República.
 
Fonte:  

 


Por Vezes Acontece....

 

Se é associado da ASPP/PSP poderá consultar o texto do Projecto do Estatuto do pessoal da PSP no sítio da Associação.

 

Se não for o seu caso, poderá solicitá-lo através do endereço electrónico deste espaço porvezesacontece@gmail.com

 


 

 

Aviso n.º 4960/2009. D.R. n.º 46, Série II de 2009-03-06

 

Ministério das Finanças e da Administração Pública - Caixa Geral de Aposentações, I. P.

Lista de aposentados e reformados a partir de 1 de Abril de 2009

 

 

Despacho n.º 6993/2009. D.R. n.º 46, Série II de 2009-03-06

Presidência da República - Gabinete do Presidente

Nomeação para o cargo de Chefe do Serviço de Segurança da Presidência da República, do Subintendente Luís Alberto Serreira Pebre Pereira


 

 

REVISTA DE IMPRENSA

 

 
Marinha Grande
MP acusa agente da PSP que matou mirone de homicídio qualificado
O Ministério Público acusou um agente da Polícia de Segurança Pública de Leiria de homicídio qualificado, na sequência da morte de um mirone, a 25 de Abril de 2008, na praia de Pedras Negras, concelho da Marinha Grande
 Fonte:
 
Algarve
PSP de Faro nega «agressão brutal» a enfermeiro
O Comando de Faro da Polícia de Segurança Pública (PSP) negou hoje que durante uma operação stop em Portimão agentes tenham agredido um enfermeiro ao serviço do Instituto da Droga e Toxicodependência, como afirma o Sindicato dos Enfermeiros
 
Fonte:
 
 

 

Polícia Judiciária apreendeu um milhão de dólares falsos

E pelo crime de contracção de moeda deteve dois homens de Chaves, ambos empresários do ramo comercial

 

 Fonte:

 

 

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publicado às 00:05

"A Origem do Mundo"

por @k, em 26.02.09

 

Distribuidora repõe livro com capa polémica
 
Dado que a PSP ainda não restituiu os cinco livros apreendidos na feira, o empresário António Lopes já pediu mais exemplares ao editor para os recolocar à venda.
A distribuidora de Braga "Inovação à Leitura" vai recolocar na feira de livros de saldo uma publicação cuja capa apresenta uma pintura de Gustave Courbet mostrando o sexo de uma mulher e que fora apreendida pela PSP, diz fonte do sector.
O empresário António Lopes adianta que, dado que a PSP ainda não restituiu os cinco livros apreendidos na feira, já pediu mais exemplares ao editor para os recolocar à venda
 

Fonte:

 


 

 

Por Vezes Acontece....

 

 

À imagem do episódio "Magalhães" do Carnaval de Torres Vedras, também a PSP, esteve longe de estar bem na apreensão dos cinco exemplares do livro de que na capa tem representado o famoso quadro de Gustave Courbet.

 

É que a rápida anulação das decisões anteriormente tomadas, dá indícios que os topos da hierarquia  das duas Instituições (Direcção Nacional da PSP e PGR),  fizeram sentir junto dos seus subordinados que o bom senso e serenidade teriam sido condições essenciais na análise daquelas situações.

 

Sabiamente diz o povo - "Mais vale tarde do que nunca... " e assim foi feito.

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publicado às 22:34

"A Falta de Vergonha"

por @k, em 11.02.09

 

Corrupção "eclodiu" no final do ano
  
Garcia Leandro, General/Presidente da OSCOT 

 

Corrobora que o crime violento aumentou em 2008?

 

A OSCOT - Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo a que presido - - apresentou em finais de Outubro, em Lisboa, um relatório que alertava para o aumento desse tipo de crime.

Os dados oficiais relativos ao primeiro semestre de 2008 demonstravam um aumento de 15% em relação ao mesmo semestre de 2007. Mas o Verão foi um período muito mais violento e a questão é se esse acréscimo foi um fenómeno sazonal, se se manteria ou se poderia decrescer.

Foi possível apurar a tendência?

Aferimos a confiança das pessoas na segurança interna em duas sondagens. A de Março e a de Setembro foram similares, a única diferença foi a preocupação com a criminalidade violenta e o crime contra o património.

As causas podem ser identificadas?

Em Fevereiro de 2008 escrevi no "Expresso" um artigo de alerta para o perigo da exclusão social e que era apenas a ponta do icebergue e agora é repetido por Mário Soares, Manuel Alegre... E depois há o aumento da criminalidade económica-financeira, que é algo trágico e o que nos faltava! Não tenho dúvidas de que a terceira sondagem revelará as consequências dos crimes de colarinho branco.

Os assaltos a bancos, a gasolineiras e a supermercados são crimes muito diferentes das fraudes bancárias que já não se deve à exclusão social.

É corrupção ao mais alto nível, mas tem enormes consequências porque abala a confiança no sistema financeiro e bancário, passa para a economia e para a sociedade e reflecte-se na segurança.

E o que se pode fazer?

Há dois tipos de actuação: a prevenção e a repressão. As forças de segurança estão a juzante, actuam quando as coisas estão a correr mal. Desde Setembro que o MAI tem tomado as medidas correctas, ao actuar por antecipação: com mais controlo sobre os gangues, melhor troca de informações... Não dão resultados imediatos, mas são medidas adequadas.

 

Defende que a prisão preventiva volte ser aplicada a crimes com moldura penal até três anos e não cinco, como prevê o Código Processo Penal (CPP)?

A lei das armas vai introduzir uma correcção nessa matéria. Quem recorra ou ameace com arma já pode ficar sujeito a prisão preventiva. Todos os especialistas da área jurídica concordaram ter havido uma certa precipitação nesse ponto da revisão do CPP.

 Fonte:

 

 

 


 

Por Vezes Acontece ....
 
O alerta foi dado em tempo útil.
O que se fez desde então para estancar o fenómeno ?
O que fez o Banco de Portugal enquanto entidade reguladora e fiscalizadora do sector ?
Passividade é o termo correcto.

Infelizmente a "profecia" do General Garcia Leandro concretizou-se .

 

"O modo como se tem desenvolvido a vida das grandes empresas, nomeadamente da banca e dos seguros, envolvendo BCP e Banco de Portugal, incluindo as remunerações dos seus administradores e respectivas mordomias, transformou-se num escândalo nacional, criando a repulsa generalizada.
É espantosa a reacção ofendida dos responsáveis políticos quando alguém denuncia a corrupção, sendo evidente que deve ser provada; e se olhassem para dentro dos partidos e começassem a fazer a separação entre o trigo e o joio? Seria um bom princípio! Corrija-se o que está errado, as mordomias e as injustiças, e a tranquilidade voltará, porque o povo compreende os sacrifícios se forem distribuídos por todos."

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publicado às 22:39

 

Conselho Superior do MP autoriza 'investigação à investigação'
O Conselho Superior do Ministério Público deliberou esta segunda-feira «solicitar informação urgente» sobre «eventuais anomalias» processuais no caso Freeport, «com expressa menção das datas e finalidade» das diligências.
 
 Ministério Público pede informação urgente sobre o caso Freeport
O Conselho Superior do Ministério Público deliberou solicitar informação urgente sobre "eventuais anomalias" processuais no "caso Freeport", "com expressa menção das datas e finalidade" das diligências.
O CSMP reuniu  para apreciar uma proposta do advogado e vogal João Correia para que fosse averiguada a forma e o "timing" como foi feita a investigação do "caso Freeport".
 
 Freeport: Conselho de Fiscalização do SIRP reúne hoje para analisar eventual actuação das "secretas"
Lisboa, 09 Fev (Lusa) - O Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informação da República Portuguesa (CFSIRP) decide hoje, no Parlamento, se fará diligências para apurar se houve interferência de serviços de informações junto de magistrados que investigam o caso "Freeport".

 
Por Vezes Acontece....
Se o SIS está a  recolher informação no caso Freeport, então está a cometer uma grave  ilegalidade, com clara violação de uma Lei da República.
Se não vejamos:
1 - A Lei nº 9/2007 de 19Fev que estabelece o regime jurídico do SIED e do SIS,  no seu Artigo 3º, nº 3, define claramente as atribuições desta última entidade:
                   “ O SIS é o único organismo incumbido da produção de informações destinadas a garantir a segurança interna e necessárias a prevenir a sabotagem, terrorismo, a espionagem e a prática de actos que, pela sua natureza, possam alterar ou destruir o Estado de direito constitucionalmente estabelecido.”
2 - E o artº 6º do mesmo diploma, limita a actividade dos funcionários e agentes do SIED e SIS, que no seu nº 2 pode ler-se:
                   - “é vedado exercer poderes, praticar actos ou desenvolver actividades do âmbito ou da competência específica dos tribunais, do Ministério Público ou das entidades com funções policiais”   
Por isto mesmo, e pelo que tem vindo a público, não consigo “meter” o dossier Freeport como assunto a ser investigado por aquela entidade.
Parece-me uma manobra de diversão.

Como tal, pede-se aos Senhores Magistrados do MºPº (DCIAP e DIAP) que se concentrem no essencial, e  reúnam as sinergias necessárias para que o inquérito ao caso Freeport, tenha o seu desenvolvimento normal, sem pressões de qualquer natureza.

 

TEM QUE ASSIM SER NUM ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO

 

 

 

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publicado às 22:56

 

 

 

 

Contribuintes podem receber antecipado reembolso da declaração do IRS
 
 
Em tempos de crise, o Ministério das Finanças anunciou uma medida de apoio às famílias. Os contribuintes que entreguem a declaração Modelo 3 do IRS pela Internet vão beneficiar este ano da antecipação do prazo de reembolso.
 
 O  Ministério das Finanças anunciou, esta quarta-feira, uma medida de apoio às famílias em tempo de crise.
 
Os contribuintes que entreguem a declaração Modelo 3 do IRS pela Internet vão beneficiar este ano da antecipação do prazo de reembolso, que será entregue no final do mês seguinte ao da entrega da declaração.
 
O prazo da entrega electrónica da declaração do Modelo 3 do IRS para rendimentos do trabalho dependente e pensões decorre entre os dias 10 de Março e 15 de Abril.
 
Ainda segundo informação avançada pelo Ministério das Finanças, o prazo da entrega da declaração em papel começou no passado dia 2 e termina a 16 de Março.  
 
Fonte:
 
 
 
Por Vezes Acontece....
Até que enfim, uma boa notícia.
 

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publicado às 23:37


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